segunda-feira, 18 de junho de 2012

Prometheus


Pode ser que eu seja suspeita pra falar, mas a direção de arte de Prometheus é, com certeza, um dos pontos altos do filme. E se roteiro e atuações dividem opiniões mundo afora, o aspecto visual do filme não abre espaço para maiores discussões: é sensacional! Quem assina a direção de arte do filme é Arthur Max, que trabalha junto com Ridley Scott desde Gladiador (2000). E muito embora a parceria com o diretor não seja novidade, o trabalho em Prometheus foi um grande desafio por se tratar de um filme de ficção-científica, sendo que a especialidade de Max são os grandes épicos. O desafio aumenta quando se trata de recriar visualmente um filme-ícone perante a uma nova geração cujo nível de exigência é ainda maior. Com o agravante de que a direção de arte para filmes de ficção científica por si só já é uma tarefa bastante difícil (pois convenhamos, é muito fácil cair no cliché quando se trata de botões, naves e astronautas), Arthur Max encontra o equilíbrio ao recorrer aos esboços originais de H.R. Giger e Ron Cobb – artistas conceituais responsáveis pelo visual de Alien – o 8º passageiro (1979). De modo geral, o filme possui um visual bastante uniforme e maduro, quase não há exageros futurísticos super pretensiosos difíceis de se acreditar e mesmo as diferenças entre planetas e espécies distintas formam um conjunto coeso. Cenário original concebido por H.R. Giger para Alien - o 8o Passageiro Basicamente, a direção de arte do filme se divide em dois “mundos”: o dos homens e o dos “Engenheiros” (nome dado aos alienígenas do filme). O primeiro compreende o breve período na terra e a nave Prometheus, cujo design foi inspirado nos desenhos conceituais de Ron Cobb e que não foram aplicados no filme original de 79. Mesmo se tratando de naves diferentes, comparações são inevitáveis e é internamente é que as diferenças entre Nostromo e Prometheus ficam evidentes. Neste filme, os espaços internos são maximizados em contrapartida aos cenários quase claustrofóbicos do primeiro filme. Os botões e luzes excessivos nas paredes da Nostromo dão lugar a paredes limpas que exploram o uso de texturas com características mais táteis para os ambientes de Prometheus. Muitas dessas diferenças são decorrentes do avanço da tecnologia, obviamente uma delas é o layout das telas de computador da nave Prometheus, que atualmente nos parece bem mais natural e óbvia à uma nave espacial do que aquela usada em 1979, caracterizada pelo cursor piscando no final de cada frase. A nave é bem legal e tudo mais. Mas não é por ela que nós pagamos o ingresso do cinema, certo? Certíssimo. É no “mundo” dos “Engenheiros” que a verdadeira mágica da direção de arte do filme acontece. Cenário de Prometheus que mantém o visual de 1979 Há 33 anos atrás, H.R. Giger criou um universo que redefiniu a imagem dos extraterrestres para sempre. Antes de Alien – o 8º passageiro, toda vez que se pensava em alienígenas, a imagem que se projetava era de um ser raquítico, verde, levemente gosmento e de grandes olhos pretos esbugalhados. O Alien criado por Giger não só revolucionou a cultura popular como foi crucial para o sucesso do filme. Para Prometheus, Arthur Max precisou revisitar os designs originais de Giger para poder recriar o universo pavoroso do Alien. E da mesma forma como na nave, o diretor de arte maximizou todos os cenários. Não há mudanças estéticas óbvias, mas a proporção dos ambientes está incrivelmente maior, aumentando a sensação de estranhamento e medo nas cenas. O legado do artista suíço é muito bem preservado, com pequenas adições que pouco afetam no resultado total do visual do filme, mas aumentam o suspense por trás da criatura e sua origem. Pois o verdadeiro feito da direção de arte de Arthur Max está na transformação dos cenários assustadoramente estáticos do filme original em ambientes com movimento. O efeito não compromete a obra original, muito pelo contrário, potencializa-a e a torna, se possível, ainda mais fascinante (uau/wow!). E onde estão os “Engenheiros” em si no meio de tudo isso? Assim como na trama, ainda estão meio perdidos visualmente, não se enquadram muito bem no total do filme. Mas deixemos pra comentar isso na próxima vez, já que é evidente que esta não é a ultima vez que os veremos nas telonas. Ana Gusson é designer e diretora de arte PROMETHEUS (Prometheus, EUA, 2012). Direção de Ridley Scott. Roteiro de Jon Spaihts e Damon Lindelof. Com Noomi Rapace, Michael Fassbender, Charlize Theron, Idris Elba, Guy Pearce, Logan Marshall Green. Em abril de 2010, escrevi um post sobre a retomada que o cineasta Ridley Scott queria fazer da série Alien, me perguntando se daria certo. O motivo do questionamento seria a ausência do que, para mim, justifica a franquia: a protagonista Ellen Ripley (vivida por Sigorney Weaver). Ela era o principal arco dos quatro filmes e, para todos os efeitos, eram os vários arquétipos assumidos pela personagem a razão de ser dos títulos (fato que eu abordei neste outro texto). Ridley Scott dirigiu o primeiro da série, Alien – o 8º Passageiro (1979) e não retornou à franquia (aliás, cada filme teve o seu diretor, todos de primeira linha: James Cameron, David Fincher e Jean-Pierre Jeunet). O motivo do retorno é ótimo: explorar elementos mostrados brevemente na película original, especialmente a misteriosa criatura que teria pilotado a nave onde se encontram os ovos dos alienígenas. Aos poucos, a resposta à pergunta “dará certo?” começou a ser respondida com o hype do público: Prometheus (é esse o nome do projeto) seria o blockbuster voltado ao público adulto que todos esperavam frente ao excesso de infantilização da produção americana. Análise interessante ! Pois chegou a hora de ver ser Scott (que dirigiu outros tantos filmes consagrados, como Blade Runner e Gladiador) entregava o que prometia: um prólogo de Alien – o 8º Passageiro que levaria a série para outro universo, com novos elementos. A resposta é: Prometheus fica no meio do caminho desta jornada. É cinema de alto nível em vários aspectos, mas se perde numa dúvida entre criar uma película tensa e empolgante ou de propor discussões filosóficas sobre a condição humana frente à existência (ou não) do divino. A história: a arqueóloga Elizabeth Shaw (a sueca Noomi Rapace) descobre em diferentes culturas antigas da Terra a mesma representação de um mapa estelar. Ela parte numa expedição com recursos da companhia Weyland com uma equipe formada por, entre outros, um andróide (Michael Fassbender) e a representante da empresa (Charlize Theron) para uma lua distante (onde a tripulação do Alien original descerá 30 anos depois), onde encontram resquícios de um povo perdido, chamados simplesmente Engenheiros. Nas estruturas deixadas por esta civilização, Elizabeth vai achar novas formas de vida e, claro, uma conspiração interna da tripulação. Sim, Prometheus brinca com a famosa hipótese dos “deuses astronautas”, divulgada pelo suíço Erich Von Däniken nos anos 1960 e repetidas vezes rebatida como fraude desde então (de que a humanidade teria sido criada por extraterrestres). Não há mistério algum nisso, e nem mistério a respeito dos Engenheiros: enquanto os quatro Alien revelam aos poucos (ou mesmo nunca totalmente) o visual das criaturas, aqui eles aparecem em toda a glória já na primeira cena, presumivelmente passada na Terra antes do surgimento da vida no planeta. Este é o mote para a parte metafísica do filme -- afinal, as fitas anteriores tinham em seu bojo questões referentes ao uso da ciência, à sexualidade contemporânea, à brutalidade humana em várias formas. Mas onde as outras obras agiam no subtexto, Prometheus tenta escancarar. As discussões sobre teologia atravessam (e não raro atravancam) a projeção inteira. Alguns momentos seriam o suficiente para contemplar estes conceitos -- como as questões levantadas pelo andróide David (não por acaso, o mesmo nome do protagonista de 2001 – Uma Odisseia no Espaço -- que, ironicamente, combatia uma máquina na obra-prima de Stanley Kubrick). Elizabeth fala “eles nos criaram, mas quem criou eles?”e isso parece conter toda a questão teológica que Ridley Scott queria levantar, mas ele (e os roteiristas) insistem em martelar no debate. Ou seja: Prometheus está cheio de metafísica de botequim. Precisa de mais tutano para resolver estas proposições filosóficas. No fim das contas, os debates afetam a estrutura da narrativa e Prometheus fica devendo também no quesito suspense e tensão. Outro pecado é a falta de criaturas de fato assustadoras. Há mais de uma e nenhuma delas é tão icônica quanto o monstro original. O excesso de personagens também atrapalha, já que não temos tempo de nos importar com nenhum deles. Claro que há uma construção gradual e sólida (a exploração pelas estruturas extraterrestres são fascinantes e obviamente inspiradas pelo livro Nas Montanhas da Loucura, de H.P. Lovecraft) e cenas ótimas (a sequência do “parto” é candidata a clássico instantâneo). Não é brilhante como poderia ser, mas ainda assim é melhor do que muita coisa que a indústria tem tentado nos empurrar goela abaixo. Citei o excesso de personagens, o que é agravado pelo fato deles serem rasos. Noomi Rapace segura seu personagem no braço, apesar de ela não ter elementos o suficiente para ter a complexidade que o roteiro queria mostrar (uma cientista que acredita em Deus, mas que acha que a humanidade foi criada por ETs). Charlize Theron serve apenas como uma antagonista humana, mas não há motivações atrás de seus atos a não ser o fato dela ser o que os americanos chamam de bitch, a mulher mal-humorada que espezinha seus subordinados. Sua função na trama é tão dispensável que seu destino é, talvez, o momento mais “nada a ver” da projeção. Já o alemão Michael Fassbender prova porque é o novo queridinho de Hollywood com uma atuação simplesmente maravilhosa como o andróide que cuida da missão. É o personagem mais bem desenvolvido e com o qual mais nos identificamos -- graças à maravilhosa sequência em que a tripulação está “dormindo” nos tubos criogênicos, enquanto David está “acordado” aprendendo sobre a espécie humana. Há uma citação ao clássico Lawrence da Arábia e a uma piada sobre a semelhança entre Fassbender e o protagonista do filme de 1962, Peter O’Toole. Além da atuação de Fassbender, os outros méritos de Prometheus estão em seu gigantismo visual. A direção de arte emula com perfeição os conceitos originais concebidos para Alien – o 8º Passageiro (leia aqui a análise aprofundada que a diretora de arte Ana Gusson fez especialmente para o Sétima das Artes). Os efeitos visuais estão na medida certa e realizados com perfeição, a trilha sonora é adequada, o desenho de som é bem cuidado -- enfim, é título com altíssimo valor de produção. O problema ficou mesmo no roteiro. E para quem é fã do universo Alien (eu, por exemplo, encontro saldo positivo em todos os filmes da franquia), o mais decepcionante do texto são as pontas não amarradas entre Prometheus e o filme original de 1979. Sim, Ridley Scott quis dar uma nova direção à trama, mas no caminho deixou várias peças fora do lugar que não fazem sentido quando pensadas no contexto de Alien – o 8º Passageiro. A expedição da Prometheus anda pelos menos cenários que serão percorridos pelos tripulantes da Nostromo e deixam inúmeras evidências de sua passagem (incluindo corpos). Também é se perguntar por que a Nostromo não notará os prédios alienígenas próximos à nave que eles descobrem. Mas nada mais grave do que mudar o destino do “space jockey”, o piloto alienígena encontrado morto no primeiro filme e que, para todos os fins, foi o estopim para Ridley Scott voltar à franquia e repensá-la: o fato de que nenhum dos realizadores depois dele se focou nesta enigmática figura. Ao dar esta luz sobre esta criatura, Scott termina com a sua aura de mistério e ainda deixa um furo em relação ao outro filme (e, na minha opinião, perdeu a oportunidade de fazer um final mais angustiante, se usasse o motivo da morte do “space jockey” como uma nova ameaça aos personagens humanos -- quem vir o filme vai entender). Em suma, Prometheus poderia ser sim, um filmaço. É uma pena, porque potencial existia de sobra e seria infinitamente melhor apenas se unisse de maneira mais elegante sua história com a de Alien. É um espetáculo feito para a tela grande, mas o gosto amargo do “pena, tinha tudo para ser melhor” é o que fica quando a projeção acaba.

segunda-feira, 4 de junho de 2012

BRANCA DE NEVE E O CAÇADOR!


Releitura do conto de fadas. A rainha manda o caçador levar Branca de Neve, enteada dela, para a floresta e matá-la. No entanto, ele a libera e se torna uma espécie de mentor da garota, ensinando-lhe a lutar e sobreviver.





Elenco

Direção


Roteiro



Sinopse e detalhes



Um rei viúvo caiu de amores por Ravenna (Charlize Theron) sem saber de seus terríveis planos de conquista e acaba morrendo, deixando para ela todo o seu reino. Para piorar a situação, a filha dele foi jogada em uma masmorra e lá ficou até se tornar uma bela jovem. Obcecada pela beleza e pela juventude, a Rainha não se cansa de perguntar ao seu oráculo para saber de existe alguém mais bela do que ela, até o dia em que a resposta não a agradou. Felizmente, Branca de Neve (Kristen Stewart) consegue fugir sem que seu coração seja arrancado e Ravenna se torne poderosa para sempre. Mas a malvada não desiste fácil e além da ajuda do irmão, um fiel escudeiro, ela contrata Eric (Chris Hemsworth), um exímio caçador para trazer sua presa de volta. Só que ele acaba descobrindo que a missão era um grande erro e vai ajudar a jovem em sua cruzada contra o reinado da malévola. Para isso, eles contarão também com o importante apoio dos seres da floresta e dos unidos sete anões mineiros.



segunda-feira, 26 de março de 2012

Lançamento do livro “A Privataria Tucana” acontecerá no dia 29, na Paraíba


No dia 29 de março, o Sindicato dos Bancários da Paraíba vai promover o lançamento do livro “A Privataria Tucana”, do jornalista Amaury Ribeiro Jr. O evento faz parte das comemorações pelos 70 anos de história do SEEB – PB e vai acontecer na sede da Entidade (Av. Beira Rio, 3.100 – Tambauzinho), a partir das 19h.

Com cerca de 340 páginas, o livro “A Privataria Tucana” é o resultado de 12 anos de investigações do repórter Amaury Ribeiro Jr. sobre as privatizações de estatais brasileiras, entre elas a Companhia Vale do Rio Doce (empresa do setor de mineração e siderurgia), e a Telebrás (empresa de telecomunicações), ocorridas durante o governo Fernando Henrique Cardoso. O livro traz o resgate histórico desse período, evidenciando os bastidores de todo este processo.

Para o presidente do Sindicato, Marcos Henriques, é muito importante a divulgação de um livro que já é considerado um Best-seller e que traz, além de relatos dos bastidores das privatizações, documentos inéditos sobre lavagem de dinheiro e pagamento de propinas. “Cabe ao movimento sindical promover uma obra que desmistifica a \’era das privatizações\’, oferecendo uma visão contundente e realista dos bastidores da política”, argumentou.

Fonte: Sindicato dos Bancários – PB


fonte: http://www.focandoanoticia.com.br/2012/03/27/lancamento-do-livro-a-privataria-tucana-acontecera-no-dia-29-na-paraiba/

quarta-feira, 14 de março de 2012

A Invenção de Hugo Cabret


Titulo Original: Hugo

Gênero: Aventura, Drama e Mistério
Duração: 127 min.
Origem: Estados Unidos
Estreia: 17 de Fevereiro de 2012
Direção: Martin Scorsese
Roteiro: John Logan e Brian Selznick
Distribuidora: Paramount Pictures
Censura: 10 anos
Ano: 2011

A Invenção de Hugo Cabret conta a história de um órfão vivendo uma vida secreta nas paredes de uma estação de trem em Paris. Com a ajuda de uma garota excêntrica, ele busca a resposta para um mistério que liga o pai que ele perdeu recentemente, o mal humorado dono de uma loja de brinquedos que vive abaixo dele e uma fechadura em forma de coração, aparentemente sem chave.

CRÍTICA

Baseado no romance do escritor Brian Selznick, A Invenção de Hugo Cabret (Hugo – 2011) é uma produção assumidamente pessoal do diretor Martin Scorcese (Touro Indomável).

No começo da década de 1930, Hugo Cabret (Asa Butterfielf) é um menino de 12 anos e mora com o pai (Jude Law) em Paris. Um acidente acaba matando o seu pai, fazendo com que o jovem passe a viver com o seu tio, Claude (Ray Winstone), um repugnante bebado que controla os relógios na estação de trem Gare du Nord.
Seu tio desaparece, deixando Hugo sozinho, vivendo clandestinamente entre as paredes dessa estação. Enquanto cuida dos ponteiros dos relógios, aproveita para ir “conseguindo” peças para consertar um robô misterioso, só que como todo conto, sempre falta “aquela” peça para que as engrenagens comecem a funcionar. E a tal peça é uma chave em formato de coração.
Numa de suas desventuras, acaba sendo pego por Papa Georges/ Georges Mieles (Ben Kingsley), dono de uma loja de brinquedos. Ao revistar o garoto, Georges acaba tendo acesso a um caderninho com diversos desenhos, ao folhar, vê imagens que o deixa assustado por mexer em algo que para ele estava enterrado no passado.
A relação entre Hugo e Georges é bem tempestiva, mas nada se comparado ao que ele tem com o Inspetor Gustav (Sacha Baron Cohen), um daqueles caras que precisam mostrar serviço, mas por ser estabanado e um tanto confuso, acaba por vezes sendo dominado pelo seu próprio cachorro.
Hugo acaba conhecendo Isabelle (Chloë Grace Moretz), afilhada de Georges, que se mostra útil e que pode ajudá-lo muito mais do que apenas conseguir o seu caderninho de volta.
Assim como o protagonista, Martin Scorcese é também um fascinado e amante pela preservação de filmes clássicos – o produtor criou a “The Film Foundation”, uma entidade responsável pela restauração de cerca de 500 filmes de diversos cineastas como Hitchcock, Capra, Kazan e Gláuber Rocha.
A produção não é apenas um espetáculo de imagens belas, mas um atestado da devoção de um dos maiores cineastas moderno à história da sétima arte, que se vê um pouco na figura inocente do personagem central, como um jovem espectador ao descobrir as ilusões e transformações mágicas que acontecem em uma sala cinematográfica quando as luzes se apagam. Mesmo que por vezes o filme caia um pouco em uma nostálgia cansativa, é um bela homenagem e aceitar o convite que um dos personagens faz para "seguir seus sonhos" é uma experiência surpreendente.

Por Jean Garnier



O Pacto


Titulo Original: Seeking Justice

Gênero: Ação, Drama e Suspense
Duração: 111 min.
Origem: Estados Unidos
Estreia: 09 de Março de 2012
Direção: Roger Donaldson
Roteiro: Todd Hickey e Robert Tannen
Distribuidora: Imagem Filmes
Censura: 14 anos
Ano: 2011


Crítica

Há alguns atores que se especializaram em destruir a própria carreira, seja por uma sequência de trabalhos sofríveis e de qualidade duvidosa (como Eddie Murphy) ou por problemas com drogas ou escândalos (Charlie Sheen). Nicolas Cage se enquadraria perfeitamente na primeira – e não deixa de ser curioso lembrar que o seu principal papel foi exatamente a encarnação de um alcoólatra, bem autodestrutivo como os atores da outra categoria, em Despedida em Las Vegas, que rendeu um Oscar de melhor ator em 1996.

Recentemente o ator norte-americano foi indicado ao famoso “Framboesa de Ouro”, prêmio dado aos piores do cinema. Cage concorre pela sua atuação em Caça às Bruxas, Fúria Sobre Rodas e Reféns, sorte a dele que a continuação de “Motoqueiro Fantasma” não tinha sido lançada quando foram anunciados os indicados. Em O Pacto (Seeking Justice – 2011), ele faz um cara perdido entre o que considera correto e o que a sociedade considera.

Will Gerald (Cage) é um professor que leva uma vida pacata ao lado de sua esposa, a bela Laura Gerard (January Jones). Só que um acontecimento irá abalar a sua vida: Laura é atacada por um maníaco, que brutalmente a estupra e a deixa em condições deploráveis. Enquanto aguardava no hospital esperando notícias sobre as condições de saúde de sua mulher, Will conhece o misterioso Simon (Guy Peace), um cara que pode fazer tudo aquilo que o protagonista faria, se a sua moral permitisse.

Simon se apresenta como um representante de uma organização que lida com pessoas da maneira deles, tirando do mundo todo o tipo de lixo e sempre procurando cidadãos que buscam justiça. O tal vingador propõe uma oferta tentadora: o seu grupo vai localizar o estuprador e dar um fim nele. O preço? Só um “favorzinho” na hora exata. Não demora muito e Will – que nada conta a sua esposa – fica sabendo que o criminoso foi exterminado e mal pode esperar as conseqüências disso.

Lógico, quando as coisas são fáceis demais, desconfie. E a conta chega para Will: Simon agora quer a retribuição, ele e seu grupo começam a cobrar esse favor da mesma maneira, Will deixa a tranquilidade de lado e por vezes se torna um cara tão criminoso quanto o que machucou a sua mulher. Ele começa a se fazer questionamentos sobre a sua idoneidade e se valeu à pena confiar nesses caras, já que a dívida é custosa. Aos poucos vai também conhecendo outras pessoas nas mesmas condições dele, que acreditaram cegamente em uma caridade de justiceiros.

O filme, que poderia ter explorado muito mais esse lado psicológico da premissa sobre um simples cidadão que não pediu por um favor e depois tem que pagar por isso – como em “Pacto Sinistro” de Alfred Hitchcock – é suficientemente interessante para entreter e de resto acaba caindo naquilo que já estamos acostumados a ver Cage fazendo: balas e perseguições totalmente esquecíveis. Se não é consagrador ou marcante, também é nada nocivo a sua carreira ou merecedora de uma indicação ao “Framboesa 2013”.

Saiba mais sobre o filme O Pacto.

Por Jean Garnier


Billi Pig


Sinopse e detalhes

Marivalda (Grazi Massafera) sonha ser atriz e Wanderley (Selton Mello) é um corretor de seguros falido. Ela rotineiramente sonha com Billi, um porco de plástico que guarda desde a infância, até que um dia passa a conversar com ele. Em suas conversas com a dona, Billi a pressiona a largar Wanderley, alegando que ele não consegue lhe dar o luxo que merece. Marivalda resolve dar um ultimato ao marido, que fica desesperado em busca de algo que possa manter o casamento. Quando Tenório (Murilo Grossi), o braço direito do traficante Boca (Otávio Muller), procura o padre Roberval (Mílton Gonçalves), Wanderley tem uma grande ideia. Ele elabora um plano com o padre, que tem fama de milagreiro, para que possam enganar Boca, que está desesperado em busca de alguém que consiga fazer com que sua filha saia do coma.

  • Do mesmo diretor de Se Nada Mais Der Certo (2008).
  • Filmado inteiramente no Rio de Janeiro com locações em Marechal Hermes, São Cristovão, Gávea, Recreio, Santa Teresa, Copacabana e Flamengo.


A Saga Molusco - Anoitecer



Titulo Original: Breaking Wind

Gênero: Comédia
Duração: 82 min.
Origem: Estados Unidos
Estreia: 02 de Março de 2012
Direção: Craig Moss
Roteiro: Craig Moss
Distribuidora: PlayArte Pictures
Censura: 14 anos
Ano: 2011


Sátira da saga Crepúsculo, que mostra Bella, o vampiro branquelo Edward e o lobisomem gorducho Jacob como você nunca viu antes. Bella está às voltas com o aguardado casamento com Edward, uma possível gravidez do primeiro filho e também com as trapalhadas de Jacob, o amigo de todas as horas, mas que não larga do pé dela.